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O uso de minoxidil no tratamento de alopécia androgenética tem mostrado bons resultados clínicos entre os pacientes. Muitos prescritores costumam associar à fórmula aos fatores de crescimento no intuito de conseguir um resultado ainda melhor. Essa associação apresenta algumas limitações farmacotécnicas que vamos discutir no decorrer do texto. Vem conosco se aprofundar nesse tema!

Os fatores de crescimento são moléculas biologicamente ativas classificadas como proteínas que atuam na membrana celular, provocando uma cascata bioquímica que leva sua ação até o núcleo da célula. Além de atuar no controle da proliferação celular, atuam também nos processos de crescimento, migração, diferenciação e sobrevivência saudável da célula, auxiliando na manutenção de seus tamanhos apropriados enquanto proliferam. São muito usados na cosmiatria e para poderem se manter estáveis e exercer efeito via tópica, essas proteínas passam por um processo de revestimento, sendo encoberta por uma estrutura fosfolipídica. Assim, para um melhor aproveitamento dos fatores de crescimento por via tópica deve-se mantê-lo em uma formulação com pH em torno de 4,5 – 7,5 e evitar solventes como álcool para não romper essa estrutura fosfolipídica (fornecedores de fatores de crescimento indicam o uso de no máximo álcool a 30%).

O minoxidil por sua vez pode ser encontrado na forma de base ou sulfato. De forma geral sua solubilidade em água é baixa (sulfato mais solúvel em água do que base) e melhores resultados são conseguidos solubilizando-o em solução hidroalcóolica.  Já o pH de estabilidade é em meio ácido mantendo a formula mais solúvel em pH 3 – 4. Acima de 5 já é possível observar uma precipitação do minoxidil que se intensifica com o passar dos dias e com a solução em repouso.

O teor alcoólico versus a solubilidade varia muito em relação a concentração prescrita. Até é possível solubilizar concentrações baixas de minoxidil em um teor alcoolico menor que 30%, juntar o fator de crescimento na mesma formulação e manter um pH de 4,5 – 5 (ideal para os dois), sem precipitações, porém, conforme a concentração de minoxidil aumenta percebe-se uma necessidade ainda maior de reduzir o pH e usar um teor alcoólico maior. Por isso o mais indicado para a formulação de minoxidil com fatores de crescimento é separá-los, preparando o fator de crescimento em uma solução aquosa e mantendo dentro do seu pH de estabilidade e o minoxidil em uma solução hidroalcóolica com pH em torno de 4.

“O conteúdo elaborado pela Magistral guide é fundamentado em publicações científicas e experiência dos escritores com a farmácia de manipulação, servindo como fonte de conhecimento e atualização na área. A Magistral guide não se responsabiliza pelos resultados da aplicação dos conteúdos fornecidos na prática magistral”

Bibliografia consultada:

Vieira ACQM, et al. Fatores de crescimento: uma nova abordagem cosmecêutica para o cuidado antienvelhecimento. Rev. Bras. Farm., 2011

Gorecki DKJ, et al. Minoxidil in ANALYTICAL PROFILES OF DRUG SUBSTANCES. Vol 17, 1988

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