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Convencionalmente, pensava-se que a temporada de gripes e resfriados ocorria nos meses mais frios porque as pessoas ficam mais presas em ambientes fechados, onde os vírus transmitidos pelo ar podem se espalhar mais facilmente. Um novo estudo publicado no The Journal of Allergy and Clinical Immunology põe essa teoria em cheque e aponta para uma causa biológica que ocorre nas variações sazonais facilitando o desenvolvimento das infecções virais respiratórias superiores.

O nariz é um dos primeiros pontos de contato entre o ambiente externo e o interno do corpo e, como tal, um provável ponto de entrada para patógenos causadores de doenças. Os patógenos são inalados ou depositados diretamente (por exemplo, pelas mãos) na frente do nariz, onde fazem seu caminho podendo então levar a uma infecção respiratória superior. A forma como as vias aéreas se protegem contra esses patógenos tem sido mal compreendida.

Os pesquisadores descobriram uma resposta imune inata desencadeada quando a bactéria é inalada pelo nariz: células na frente do nariz detectam a bactéria e então liberam bilhões de minúsculos sacos cheios de líquido chamados vesículas extracelulares (ou EVs, conhecidos anteriormente como exossomos) no muco para cercar e atacar as bactérias. Os EVs transportam proteínas antibacterianas protetoras através do muco ao longo das vias aéreas, protegendo outras células contra as bactérias e evitando que o patógeno invada ainda mais.

Segundo os resultados do estudo, cada vírus desencadeia uma resposta de EV das células nasais, embora usando uma via de sinalização diferente daquela usada para combater as bactérias. Os pesquisadores também descobriram um mecanismo em jogo na resposta contra os vírus: após sua liberação, os EVs agiram como iscas, carregando receptores aos quais o vírus se ligaria em vez das células nasais. Porém em temperaturas mais baixas essa resposta era alterada, o que é especialmente relevante na imunidade nasal, uma vez que a temperatura interna do nariz é altamente dependente da temperatura do ar externo que ele inala. 

Os voluntários saudáveis ​​foram expostos a temperaturas de 4,4° C por 15 minutos e a temperatura dentro do nariz caiu cerca de 5° C. Com isso, a quantidade de EVs secretadas pelas células nasais diminuiu em quase 42% e as proteínas antivirais nas EVs também foram prejudicadas.

A partir de suas descobertas recentes, os pesquisadores também podem imaginar maneiras pelas quais a terapêutica pode induzir e fortalecer a resposta imune inata do nariz. Por exemplo, uma terapia medicamentosa, como um spray nasal, pode ser projetada para aumentar o número de EVs no nariz ou ligar os receptores dentro das vesículas.

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Bibiografia consultada:

Huang D; et al. Cold exposure impairs extracellular vesicle swarm–mediated nasal antiviral immunity. Journal of Allergy and Clinical Immunology, 2022

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