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À primeira vista, o cérebro e o intestino não têm muito em comum, mas, na verdade, trabalham juntos por meio de uma troca de sinais hormonais, imunológicos e nervosos. O ecossistema de microrganismos que vivem no intestino humano desempenha um papel importante nessa relação. Pesquisas sugerem que uma redução significativa na diversidade de bactérias intestinais ou um aumento no número de espécies causadoras de doenças pode levar à depressão. Ao mesmo tempo, há evidências de que os probióticos, que introduzem bactérias amigáveis ​​no intestino, podem melhorar os sintomas da depressão.

Uma revisão recente conclui que os probióticos sozinhos ou em combinação com os prebióticos – que alimentam as bactérias amigáveis ​​que já estão no intestino – podem ser utilizados como tratamentos eficazes para a depressão. No entanto, a mesma revisão também observa que não há evidências suficientes de que esses suplementos tenham um efeito benéfico em pessoas com ansiedade. No entanto, outras pesquisas sugerem que os prebióticos podem sim ajudar pessoas saudáveis ​​a lidar com o estresse, reduzindo a ansiedade.

Um estudo de 2014 descobriu que um tipo de suplemento prebiótico chamado galactooligossacarídeos (GOS) reduziu a produção do hormônio do estresse cortisol em adultos saudáveis e melhorou suas habilidades de processamento emocional.

Com base nesse estudo, psicólogos da Universidade de Surrey em Guildford, no Reino Unido, investigaram se o GOS poderia ser benéfico para a saúde mental de longo prazo de mulheres adolescentes no limiar da idade adulta. A transição da adolescência para a idade adulta é um estágio de desenvolvimento fundamental para o surgimento da capacidade de uma pessoa de regular emoções como medo e ansiedade. A pesquisa sugere que o suplemento pode reduzir a ansiedade em indivíduos com os mais altos níveis de ansiedade etambém encontrou um aumento pequeno, mas notável, na abundância de um gênero de bactéria chamada Bifidobacterium no intestino desses indivíduos, o que pode explicar essa mudança.

Para o estudo foram recrutadas 64 mulheres voluntárias saudáveis ​​com idades entre 18-25 anos. Os participantes não estavam tomando nenhum suplemento de prebióticos ou probióticos e não haviam usado antibióticos nos 3 meses anteriores. Como parte do estudo, elas tomaram um suplemento de GOS ou um placebo diariamente por 4 semanas. No início e no final do período de estudo, foram preenchidos questionários padrão para avaliar ansiedade, depressão/humor e habilidades de regulação emocional. Foram também realizada uma tarefa de detecção de pontos de atenção, que é um teste da tendência emocional de uma pessoa em relação a estímulos positivos ou negativos. Além disso, os participantes forneceram uma amostra de fezes no início e no final do estudo para permitir aos pesquisadores avaliar as mudanças na composição de sua microbiota intestinal.

No geral, não houve efeitos aparentes do suplemento nos níveis auto-relatados de ansiedade ou a abundância de bactérias intestinais benéficas. No entanto, quando os pesquisadores dividiram os participantes em grupos de alta e baixa ansiedade com base em seus relatórios no início do estudo, algumas tendências interessantes começaram a surgir. Houve reduções na ansiedade no grupo de alta ansiedade que tomou GOS em comparação com o grupo de alta ansiedade que tomou placebo com aumentos significativamente maiores na abundância de Bifidobacterium em seus intestinos.

Os pesquisadores dizem que estudos maiores serão necessários para confirmar seus resultados. No entanto, as evidências estão se acumulando em relação ao uso de prebióticos e probióticos no tratamento da ansiedade.

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Bibliografia consultada:

Disponível em Medical News Today. Traduzido e adaptado por Magistral Guide.

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