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Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil é o 5º país em incidência de diabetes no mundo, perdendo apenas para China, Índia, Estados Unidos e Paquistão. O uso de produtos naturais e suplementos alimentares para ajudar a controlar o diabetes tornou-se cada vez mais popular e só nos EUA há cerca de 29.000 suplementos nutricionais disponíveis para os consumidores.

Com a possibilidade de produzir medicamentos e suplementos personalizados para cada paciente, a Farmácia de manipulação disponibiliza diversos insumos para o tratamento e prevenção do diabetes. Podendo esses serem dispensados nas mais diversas formas farmacêuticas.

Uma revisão de 2017 trouxe uma discussão dos 6 suplementos com mais evidências científicas no tratamento da diabetes. Juntamos esses com a gymnema e a mormodica, também bastante utilizadas, e criamos uma lista para vocês.

Ginseng

As raízes do ginseng têm sido usadas há muito tempo no controle do diabetes. Constituintes ativos do ginseng incluem ginsenosídeos e
possivelmente polissacarídeos, que acredita-se serem os responsáveis ​por reduzir os níveis de glicose pós-prandial através da sensibilização tecidual à insulina e/ou estimulação direta da liberação de insulina.

Nicotinamida

A nicotinamida reduziu o risco de desenvolver diabetes tipo 1 em
um estudo de prevenção de diabetes de base populacional na Nova Zelândia. Resultados semelhantes foram apontados em outros estudos cujos pacientes com menos de 15 anos que receberam nicotinamida (25 mg/kg de peso corporal/dia) por 1 ano necessitaram de menos insulina do que aqueles que tomaram vitamina E.

Segundo os autores de uma revisão sobre suplementos utilizados para diabetes, estudos em larga escala foram conduzidos para investigar a utilidade da nicotinamida em pacientes com diabetes tipo 1, revelando evidências convincentes sobre os efeitos positivos de uso a longo prazo.

Feno Grego

O Feno grego, também conhecido como Trigonella foenum-gracum, mostra uma potencial redução na absorção de glicose no trato gastrointestinal, bem como uma digestão mais lenta de carboidratos por meio de enzimas. Isso se deve principalmente ao seu alto teor de fibras dietéticas e pectina que são responsáveis por retardar o trânsito gastrointestinal. Além disso, Feno grego também contêm aminoácidos livres, que têm o potencial de estimular a liberação de insulina na presença de altas concentrações de glicose.

De acordo com o Natural Medicines Comprehensive Database, doses de 10 a 15 g/dia são recomendadas para o controle do diabetes. Os pacientes devem ser aconselhados sobre aumento do risco de hipoglicemia ao usar feno-grego em combinação com outros agentes hipoglicemiantes orais, bem como um aumento do risco de sangramento com o uso concomitante de antiplaquetários e anticoagulantes. Além disso, deve haver cautela com o uso em pacientes grávidas, pois o Feno grego tem potencial atividade estimulante uterina.

Vitamina D

Vários estudos sugerem uma associação entre níveis sanguíneos baixos de vitamina D e um risco aumentado de diabetes. Variações sazonais no controle glicêmico em pacientes com diabetes tipo 2 foram relatados com pior controle glicêmico no inverno, quando a deficiência de vitamina D é mais prevalente. No entanto, como vários desses estudos são observacionais, é difícil avaliar a relação causa-efeito entre as duas
condições, pois pode haver fatores de confusão.

Acredita-se que a vitamina D desempenha um papel na estimulação da liberação de insulina pelas células beta pancreáticas. Indivíduos com vitamina D deficiente podem ter níveis elevados de hormônio da paratireóide, e consequentemente terem a liberação de insulina prejudicada.

Cromo

Modelos animais sugerem que o cromo afeta o diabetes ao prolongar as ações do receptor de insulina; isto estimula a tirosina quinase e inibe a atividade da fosfotirosina fosfatase na via reguladora da glicose de células insulinodependentes. Os efeitos dessas enzimas levam a uma estimulação mais prolongada do receptor de insulina. Algumas teorias propõem
que o cromo leva à regulação positiva dos receptores de insulina
e melhora a ligação à insulina e a sensibilidade das células beta.

Canela

A canela é uma especiaria amplamente utilizada que se supõe que
melhora o controle da glicose fosforilando o receptor de insulina
tirosina quinase que aumenta a sensibilidade à insulina. Além disso, extratos de canela têm sido implicados na produção de fatores de transcrição que modificam a resistência à insulina através de
possível modulação de transportadores GLUT4 envolvidos com
mobilizando glicose para dentro da célula.

Mormodica charantia

Também conhecida como melão amargo, apresenta algumas evidências de que seu uso pode ajudar a controlar o diabetes. Um estudo mostrou que participantes que receberam extrato de melão amargo apresentaram níveis mais baixos de glicose no sangue em jejum após 12 semanas.

Gymnema sylvestre

Uma revisão concluiu que pessoas com diabetes tipo 1 ou tipo 2 que administram a gymnema mostraram sinais de melhora no controle da glicose.

Em pessoas com diabetes tipo 1 que tomaram o extrato da folha por 18 meses, os níveis de açúcar no sangue em jejum caíram significativamente, em comparação com um grupo que recebeu apenas insulina. Outros estudos mostram também que pessoas com diabetes tipo 2 responderam bem tanto à folha quanto ao seu extrato durante vários períodos, apresentando níveis mais baixos de glicose no sangue e níveis mais altos de insulina.

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Bibliografia consultada:

Kim SK; et al. Hypoglycemic efficacy and safety of Momordica charantia (bitter melon) in patients with type 2 diabetes mellitus. Complement Ther Med, 2020.

Yilmaz Z; et al. Supplements for Diabetes Mellitus: A Review of the Literature. J Pharm Pract, 2017

Ghorbani A. Best herbs for managing diabetes: a review of clinical studies. Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences, 2013.

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