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Skin picking, também chamado de transtorno da escoriação, nada mais é do que aquele comportamento compulsivo e repetitivo de cutucar, espremer e beliscar a pele produzindo lesões no local. No momento os pacientes sentem até prazer e alívio, mas na sequência são invadidos por uma sensação de arrependimento.

Os tratamentos e estudos relacionados ao skin picking são escassos. Acredita-se que uma disfunção glutamatérgica seja o motivo dos comportamentos compulsivos ou habituais. Em estudos pré-clínicos, os níveis de glutamato no núcleo accumbens parecem mediar o comportamento de busca de recompensa. A N -acetilcisteína, um derivado da L-cisteína, aumenta os níveis extracelulares de glutamato no núcleo accumbens e, portanto, poderia auxiliar nos comportamentos compulsivos. Essa teoria rendeu uma publicação no JAMA Psychiatry sobre o tema, onde os pesquisadores buscaram determinar se a N -acetilcisteína seria mais eficaz do que o placebo na redução do comportamento compulsiva do skin picking.

O estudo randomizado e duplo-cego incluiu 66 adultos com  skin picking, que receberam N -acetilcisteína na faixa de dosagem de 1200-3000 mg/d ou placebo, por 12 semanas. Os participantes foram avaliados usando medidas de gravidade de cutucar a pele, incluindo a Escala de Obsessão Compulsiva de Yale-Brown modificada (NE-YBOCS) e Escala de Gravidade de Impressão Clínica Global.

Dos 66 participantes (31 randomizados para placebo e 35 para N – acetilcisteína) incluídos na análise, o tratamento com N -acetilcisteína foi associado a melhorias significativas no NE-YBOCS e na Escala de Gravidade de Impressão Clínica Global. Dos participantes que completaram o estudo, 47% que receberam N -acetilcisteína melhoraram muito em comparação com 19% que receberam placebo.

Segundos os autores a N -acetilcisteína parece ser eficaz e bem tolerada no tratamento agudo da skin picking, reduzindo significativamente os sintomas de escoriação da pele. E acreditam também, que o sistema de glutamato poderia ser um alvo benéfico no tratamento de outros comportamentos compulsivos.

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Bibliografia consultada:

Grant JE; et al. N-Acetylcysteine in the Treatment of Excoriation DisorderA Randomized Clinical Trial. JAMA Psychiatry. 2016.

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