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Em uma nova revisão sistemática, produtos com altas proporções de THC:CBD foram associados a melhorias moderadas na dor, podendo ser comparado ao uso de opióides.

Os pesquisadores reuniram estudos feitos à base de cannabis e separaram de acordo com o conteúdo relativo de dois canabinóides principais: THC (Tetrahidrocanabinol) e CBD (canabidiol). Assim, os produtos foram classificados em cinco categorias: 1) alta proporção THC:CBD (pelo menos 2:1), 2) proporção THC:CBD comparável (menos de 2:1, mas superior a 1:2), 3) baixa proporção THC:CBD (não mais que 1:2), 4) produtos de cannabis de planta inteira e 5) outros canabinóides.

Em estudos pré-clínicos, o THC e compostos relacionados demonstraram propriedades analgésicas, embora seus efeitos psicoativos e potencial de dependência possam limitar sua adequação como analgésico. O CBD e outros canabinóides também podem ter algumas propriedades analgésicas ou anti-inflamatórias e não são considerados psicoativos ou viciantes. Dessa forma, dada a variação do efeito analgésico com THC e CBD, a resposta pode diferir de acordo com a proporção de THC para CBD nos produtos usados para tratar a dor.

A análise final incluiu 18 estudos randomizados controlados por placebo envolvendo 1.740 indivíduos e 7 estudos de coorte envolvendo 13.095 indivíduos. A maioria dos estudos foi de curto prazo, com duração de 1-6 meses.

A dor foi pontuada em uma escala de dez pontos, com melhorias relatadas como a diferença média da linha de base e pós-tratamento. Uma diferença média na pontuação de dor de 0,5-1,0 foi considerada um “pequeno efeito”, uma melhora de 1-2 pontos foi considerada um “efeito moderado” e uma melhora maior que 2 pontos foi considerada um “grande efeito”.

Produtos com altas proporções de THC:CBD ofereceram alívio moderado da dor, enquanto produtos com proporções comparáveis ​​de THC:CBD foram associados a um pequeno efeito na dor.

De acordo com os autores as taxas de resposta ao tratamento estavam no mesmo nível das taxas de resposta para tratamentos mais convencionais, como opióides ou medicamentos antidepressivos específicos, mas os dados para os produtos à base de cannabis são menores.

Embora os produtos à base de cannabis com proporções THC:CBD relativamente altas ​​tenham mostrado eficácia, eles também foram associados a risco moderado a alto para tontura, sedação e náusea, observando que as evidências eram insuficientes para caracterizar outros eventos adversos que podem ocorrer com o uso a longo prazo, como psicose, transtorno por uso de cannabis e déficits cognitivos.

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Bibliografia consultada:

Disponível em Medscape. Traduzido e adaptado por Magistral Guide

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