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Pacientes com intolerância à lactose geralmente são aconselhados a evitar leite. No entanto, muitos ainda consomem laticínios, apesar de apresentarem sintomas gastrointestinais. Surpreendentemente, esta estratégia “irracional” parece reduzir o risco de diabetes tipo 2, como demonstrado em um estudo recente publicado na Nature Metabolism.

Precisamente o estudo foi direcionado aos pacientes com leve intolerância a lactose, que consomem leite e toleram desconfortos como distensão abdominal ou dor abdominal. Os pesquisadores dividiram os participantes não como intolerantes a lactose mas como persistentes e não persistentes à lactase. Não ser persistente em lactase não exclui necessariamente a capacidade de consumir uma certa quantidade de lactose já que muitos indivíduos com falta de lactase ainda podem consumir até 12 g de lactose por dia sem apresentar sintomas de intolerância. 

Foram avaliados 12.653 participantes quanto a sua persistência ou não persistência à lactase e com que frequência consumiam leite. Eles também analisaram o microbioma intestinal e vários metabólitos no sangue durante um período médio de acompanhamento de 6 anos. A análise dos dados mostrou que o maior consumo de leite em participantes não persistentes à lactase – mas não em participantes persistentes à lactase – está associado a uma redução de cerca de 30% no risco de diabetes tipo 2. Acredita-se que esse fato esteja relacionado a alterações no microbioma intestinal, com enriquecimento de Bifidobacterium e redução da Prevotella. Também foram observadas alterações nos metabólitos circulantes no sangue, como aumento do indol-3-propionato e diminuição dos aminoácidos de cadeia ramificada, que poderiam influenciar direta ou indiretamente o apetite, a ação da insulina ou a gordura hepática de forma benéfica.

Indivíduos com persistência de lactase digerem eficientemente a lactose e absorvem as moléculas resultantes de galactose e glicose no intestino delgado. Em contraste, em indivíduos não persistentes à lactase, a lactase não é expressa na borda em escova do intestino delgado. Como resultado, a lactose permanece não digerido no cólon e pode servir como fonte de energia para bactérias intestinais. Isso pode influenciar a composição do microbioma, que por sua vez pode alterar a concentração de metabólitos circulantes.

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Bibliografia consultada:

Luo K; et al. Variant of the lactase LCT gene explains association between milk intake and incident type 2 diabetes. Nature Metabolism, 2023.

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